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Série STROBO

Strobo surgiu a partir da observação de uma queima de fogos de artifício. O nome da série é uma alusão ao efeito hipnotizante das luzes feitas para dançar, a meu verum acontecimento luminoso similar, porém em menor escala e num espaço fechado. As fotografias dos fogos remetem a diversas imagens: lava vulcânica, mísseis, cometas, colisões de meteoros e outras explosões no espaço sideral - e mesmo o próprio universo em expansão. Devido à retícula aplicada, as fotos têm aspecto similar a cartazes lambe-lambe, mas em sua concepção há também uma abalogia entre a fotografia e a hipermetropia: os pontos de cor parecem aleatórios quando visto de perto, só que, compactados pelo olhar a média distância, formam imagens mais claras. A posterior impressão em grande formato e sua exposição em empenas cegas de edifícios transpõem a investigação para a linguagem da comunicação visual urbana - sempre pensei nos outdoors da cidade como acontecimentos fotográficos que, vistos em sequência e sempre de passagem, se assemelham a fogos de artifícios em sua temporalidade fugaz.